larvas de mariposas
comendo os pontos dos fios de lã
do seu casaco vermelho de inverno
desfazendo a trama toda do tricô
revelando o peito nu e dolorido
revelando a verdade
larvas de mariposas
devorando as letras das páginas
do seu livro de contos favoritos
desfazendo a trama toda da farsa
revelando o peito nu esfaqueado
revelando a verdade
larvas de mariposas
de ovos perdidos no limbo agora
encasuladas nas íris dos seus olhos
desfazendo a cor e os contornos
cegando o resto de uma vida toda
revelando o nada.
sexta-feira, 8 de maio de 2009
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Um comentário:
Nossa, adorei o tom decadente do poema!
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