você
acorda e anima o monstro
joga com as regras do jogo
e quebra o brinquedo
você
perde as peças
perde o momento
zera os pontos
você
e suas meias verdades
com suas mentiras inteiras
estressa a máquina
você
irrita e adormece o monstro.
domingo, 24 de agosto de 2008
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
A SÍNDROME
tem dias que se parecem com ontem
tem uns que nem se esquece
outros se perdem na sequência
só mais um dia
só mais uma marca no calendário
e outra frustração no currículo
e a luz negra dos seus olhos chega
pra colorir a noite escura
em vermelho mercúrio vivo
e em outras cores brilhantes
me cega a mente
me tira a última luz
me abadone cego
me cegue
não quero ver outro dia nascer.
tem uns que nem se esquece
outros se perdem na sequência
só mais um dia
só mais uma marca no calendário
e outra frustração no currículo
e a luz negra dos seus olhos chega
pra colorir a noite escura
em vermelho mercúrio vivo
e em outras cores brilhantes
me cega a mente
me tira a última luz
me abadone cego
me cegue
não quero ver outro dia nascer.
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
O PRIMEIRO ERRO
sei que é errado
entretanto minto
manipulo a verdade
escondo os fatos
sou dissimulado
mais que o normal
só pra ver você feliz.
entretanto minto
manipulo a verdade
escondo os fatos
sou dissimulado
mais que o normal
só pra ver você feliz.
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
PRA NÃO VOLTAR
se lembro o cheiro da sua pele cansada de amor
vejo as marcas dos seus dentes em mim
se lembro o seu riso perdido em prazeres
percebo o seu último suspiro solto no ar
e sinto a dor da mordida no meu sonho
que me acorda e me expõe na cama
ainda um fruto não maduro
amargo e verde violado
de superfície trincada pela força
se tenho o vazio me pagiando
é pelo tempo que me dou para sentir
em mim mesmo toda a dor e todo o tesão
se tenho o receio me perseguindo
é pelo medo de não ter você outra vez
e não sentir tudo isso
se tenho essa vontade revirando aqui dentro
desisto e volto a chamar
por um nome que ainda nem conheço
por um rosto que só o escuro me mostrou
se tenho você aqui e agora
não vou nem mais querer desistir da vida
não vou nem mais querer ser eu mesmo
só pra ser seu
sempre seu
sempre seu
e ser assim um ente submisso
todo seu
todo seu.
vejo as marcas dos seus dentes em mim
se lembro o seu riso perdido em prazeres
percebo o seu último suspiro solto no ar
e sinto a dor da mordida no meu sonho
que me acorda e me expõe na cama
ainda um fruto não maduro
amargo e verde violado
de superfície trincada pela força
se tenho o vazio me pagiando
é pelo tempo que me dou para sentir
em mim mesmo toda a dor e todo o tesão
se tenho o receio me perseguindo
é pelo medo de não ter você outra vez
e não sentir tudo isso
se tenho essa vontade revirando aqui dentro
desisto e volto a chamar
por um nome que ainda nem conheço
por um rosto que só o escuro me mostrou
se tenho você aqui e agora
não vou nem mais querer desistir da vida
não vou nem mais querer ser eu mesmo
só pra ser seu
sempre seu
sempre seu
e ser assim um ente submisso
todo seu
todo seu.
domingo, 10 de agosto de 2008
O PÁSSARO ORIGAMI
ela tinha papel nas mãos
de todas as cores possíveis nesse mundo
e de repente
em movimentos de rápida delicadeza
não sei de qual magia ela usou
não percebi quais vincos marcou
foi tudo tão inebriante
que o papel transformou-se
num pássaro mitológico
brilhante e ágil e veloz
solitário
que singrava os ares
e vinha de bem longe
terras do sol
poente ou nascente
nascente ou poente
latente
e fugia pra algum lugar
que já nem sei mais onde
dizia-se aos cantos todos do mundo
repetia-se em todas as línguas e dialetos
que era lindo de se ver
que era a nova explosão do cosmo
e de repente
outro inexplicável movimento de dobradura
ou outra magia qualquer
e ela enjaulou o pássaro
triste e trágico e melancólico
solitário
era a nova fênix
a renascer
dentro de um coração.
de todas as cores possíveis nesse mundo
e de repente
em movimentos de rápida delicadeza
não sei de qual magia ela usou
não percebi quais vincos marcou
foi tudo tão inebriante
que o papel transformou-se
num pássaro mitológico
brilhante e ágil e veloz
solitário
que singrava os ares
e vinha de bem longe
terras do sol
poente ou nascente
nascente ou poente
latente
e fugia pra algum lugar
que já nem sei mais onde
dizia-se aos cantos todos do mundo
repetia-se em todas as línguas e dialetos
que era lindo de se ver
que era a nova explosão do cosmo
e de repente
outro inexplicável movimento de dobradura
ou outra magia qualquer
e ela enjaulou o pássaro
triste e trágico e melancólico
solitário
era a nova fênix
a renascer
dentro de um coração.
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
COMPASSO
sonetos pra provocar risos aos corpos unidos
a língua doida que enlouquece o pé do ouvido
sussurros que envergonham a sua face desnuda
de maquiagem e de medos e de ansiedades
não foge de mim a vontade dos seus líquidos
não há em mim a recusa dos seus vícios
não reage a resposta negativa em nada
nunca é não...nunca é não...nunca
canta a música que arrebenta meu peito
infecciona todo e dói de amor
gira o kama sutra todo em posições
com prazeres que arrebentam meus interiores
envenena o abissinto num verde esverdeado
turvando minha visão já irreal
é o romantismo dos séculos passados
as doenças de Vênus todas esquecidas
o meu piolho que foge para o seu cabelo
más é você que entoa e dá ritmo a balada.
a língua doida que enlouquece o pé do ouvido
sussurros que envergonham a sua face desnuda
de maquiagem e de medos e de ansiedades
não foge de mim a vontade dos seus líquidos
não há em mim a recusa dos seus vícios
não reage a resposta negativa em nada
nunca é não...nunca é não...nunca
canta a música que arrebenta meu peito
infecciona todo e dói de amor
gira o kama sutra todo em posições
com prazeres que arrebentam meus interiores
envenena o abissinto num verde esverdeado
turvando minha visão já irreal
é o romantismo dos séculos passados
as doenças de Vênus todas esquecidas
o meu piolho que foge para o seu cabelo
más é você que entoa e dá ritmo a balada.
TODA FLOR
toda flor tem um perfume
toda flor tem uma cor
e fundo na sua beleza
um feitiço para o amor
toda flor tem uma abelha
e também um beija-flor
no seu miolo o mistério
polinizador para o amor
toda flor tem sua dor
disfarçada no seu prazer
ambíguo e sadista
carnívoro às vezes
toda flor um dia ama
e floresce um jardim.
toda flor tem uma cor
e fundo na sua beleza
um feitiço para o amor
toda flor tem uma abelha
e também um beija-flor
no seu miolo o mistério
polinizador para o amor
toda flor tem sua dor
disfarçada no seu prazer
ambíguo e sadista
carnívoro às vezes
toda flor um dia ama
e floresce um jardim.
O HEDONISTA
onde encontrar agora
as plantas que curam a tristeza
ou quem sabe
uma reza
ou um unguento
um amuleto ou uma pedra
ou ainda um escapulário
contra a dor que tenho no peito?
como parar a vida
sem ter antes que morrer
pra consertar as coisas erradas que fiz
ou arrepender-me das mentiras que contei
pra recuperar os amores que perdi
ou desculpar-me das pessoas que iludi?
...não me lembro
é muito raro me lembrar
e quando lembro-me
logo esqueço
logo desisto
...deve haver um chá
ou uma vacina
pra combater essa minha falta de pudor
deve haver um remédio
pra esse egoísmo e crueldade aqui dentro
deve haver um veneno
na flor ou na serpente ou num novo beijo
e na poeira sobre os móveis largados
deve haver a esperança
e o recomeço.
as plantas que curam a tristeza
ou quem sabe
uma reza
ou um unguento
um amuleto ou uma pedra
ou ainda um escapulário
contra a dor que tenho no peito?
como parar a vida
sem ter antes que morrer
pra consertar as coisas erradas que fiz
ou arrepender-me das mentiras que contei
pra recuperar os amores que perdi
ou desculpar-me das pessoas que iludi?
...não me lembro
é muito raro me lembrar
e quando lembro-me
logo esqueço
logo desisto
...deve haver um chá
ou uma vacina
pra combater essa minha falta de pudor
deve haver um remédio
pra esse egoísmo e crueldade aqui dentro
deve haver um veneno
na flor ou na serpente ou num novo beijo
e na poeira sobre os móveis largados
deve haver a esperança
e o recomeço.
FARINA
seus gritos e seus silêncios
enchendo meus dias de dúvidas
...e se fosse somente isentar-se das culpas
e sentir a saudade
...e se fosse só mais uma taça de vinho
para as desculpas todas se acabarem
assim como evaporam rápidas
as aspirinas do seu pote de milagres
seus gritos e seus silêncios
perfurando meus tímpanos
alucinando-me...alucinando-me
fazendo-me ouvir orações pagãs
...e se esquecer fosse só desligar-se
e apagar todas as luzes
e não me lembrar pra logo me esquecer
as loucuras dentro da tempestade
os segredos perdidos
os gritos na tempestade
o pesadelo no trovão
os raios em seus olhos
o imaginário violento
e a revelação.
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