desatino é a minha doença
...
sempre que vejo você
...não me existe mais a razão
e nem quero mais ser eu mesmo
basta-me os devaneios
é um vício meu estar assim
ando doente assim
é meu fim estar assim.
sábado, 30 de abril de 2011
ODE A LONDRES
me encanta as suas frases reticentes
nunca ouço as últimas sílabas
nunca me chegam suas rimas
sempre faço
imaginar o segredo que carregam
e penso na magia em minha frente
crio um mundo de faz de conta
que viaja entre o real e o estar aqui
que separa o meu e o seu corpos
sempre faço
tentar um último toque salavador
que me leve daqui pra dentro de você
e bem no fundo no seu íntimo
poder ler todos os seus versos
de dor e de horror e de terror
e desvendar as suas cartas
ainda não escritas
só lá dentro sentidas
revelando o teor da sua vida
e as intenções do seu verdadeiro amor.
nunca ouço as últimas sílabas
nunca me chegam suas rimas
sempre faço
imaginar o segredo que carregam
e penso na magia em minha frente
crio um mundo de faz de conta
que viaja entre o real e o estar aqui
que separa o meu e o seu corpos
sempre faço
tentar um último toque salavador
que me leve daqui pra dentro de você
e bem no fundo no seu íntimo
poder ler todos os seus versos
de dor e de horror e de terror
e desvendar as suas cartas
ainda não escritas
só lá dentro sentidas
revelando o teor da sua vida
e as intenções do seu verdadeiro amor.
domingo, 24 de abril de 2011
CANELA
deixa ser somente o cheiro de canela
e a torrente de dor que invade o peito
e a luz do sol na pele
já basta esse castigo
pra que mais
pra que me esquecer
pra que fingir que nada existiu
quando tudo é real
e latente
feito dor de dente
deixa ser somente o cheiro de canela
e a mesmice dos finais de tarde
e a luz do sol que foge
entre os dedos
entre os fios de cabelo
entre as nuvens
e por entre o nada
e tudo é por demais efêmero
e frágil
feito um beijo seu
deixa ser somente o cheiro de canela
no fim do chiclete mascado
adoçando o hálito
e a lembrança
feito fumaça de cigarro
no meu rosto
que vai embora.
e a torrente de dor que invade o peito
e a luz do sol na pele
já basta esse castigo
pra que mais
pra que me esquecer
pra que fingir que nada existiu
quando tudo é real
e latente
feito dor de dente
deixa ser somente o cheiro de canela
e a mesmice dos finais de tarde
e a luz do sol que foge
entre os dedos
entre os fios de cabelo
entre as nuvens
e por entre o nada
e tudo é por demais efêmero
e frágil
feito um beijo seu
deixa ser somente o cheiro de canela
no fim do chiclete mascado
adoçando o hálito
e a lembrança
feito fumaça de cigarro
no meu rosto
que vai embora.
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