disfarça o doce no ódio inútil
como a casca amarga da fruta ainda verde
amadurecendo lenta e ficando amarela
caindo na sombra sobre a árvore
apodrecendo o suco no fundo do dente
liberando e desencatando sementes
para a germinação na terra
para a transformação num novo amor
que exala na pele a essência de milhares de aromas
que escorre na pele a seiva em secreções
que faz a penetração da raiz
por entre um buraco e seus pêlos
e até o fundo de tudo
me promete amor eterno
e mente.
domingo, 29 de novembro de 2009
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