deixa ser somente o cheiro de canela
e a torrente de dor que invade o peito
e a luz do sol na pele
já basta esse castigo
pra que mais
pra que me esquecer
pra que fingir que nada existiu
quando tudo é real
e latente
feito dor de dente
deixa ser somente o cheiro de canela
e a mesmice dos finais de tarde
e a luz do sol que foge
entre os dedos
entre os fios de cabelo
entre as nuvens
e por entre o nada
e tudo é por demais efêmero
e frágil
feito um beijo seu
deixa ser somente o cheiro de canela
no fim do chiclete mascado
adoçando o hálito
e a lembrança
feito fumaça de cigarro
no meu rosto
que vai embora.
domingo, 24 de abril de 2011
Assinar:
Postar comentários (Atom)


Nenhum comentário:
Postar um comentário