fui ver a madrugada
fugindo com a água do rio
vi um redemoinho de recordações
nem todas boas
nem todas ruins
perdendo-se nos cantos de barro pálido
barro nos tons pastéis
da água sem cor
aparentemente sem vida
escondendo tudo por baixo da espuma
do divino ao horrendo
do magnifico ao podre
e no turbilhão voráz
vi um relance de você
bêbado e perdido na noite
desacreditado da vida
por dentro e por fora
vazio de sonhos
e no limite da força
puxei a água e puxei você
pra junto do meu peito outra vez
o lugar sagrado
de onde nunca deveria ter saído.
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
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