não liberte os anjos acorrentados ao telhado
pois de que adianta querer proteger-se tanto
quando seus próprios anjos voam pelados
purpurinados e com rosas asas de flamingos
retocando a maquiagem já toda borrada
não liberte os anjos acorrentados ao telhado
pois de que adianta querer precaver-se tanto
quando seus próprios anjos voam excitados
masturbando-se em nuvens brancas sentados
escondendo o gozo em sorrisos maculados
não liberte os anjos acorrentados ao telhado
pois de que adianta querer esquivar-se tanto
se sempre é notório os saberes de que
anjos devassos prevaricam e nem querem beijar
soando por demais obscenos e imorais.
sexta-feira, 27 de junho de 2008
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