dias sem sol
noites sem amor
as pétalas cairão leves
secas das flores velhas
pintarei o ar de amarelo
dias sem sol
estrelas sem céu
os olhos dormirão cedo
cegos à luz de velas
pintarei o ar de amarelo
dias sem sol
camas desfeitas
louça suja na pia
sonhos sem vidas
terra adormecida
poetas sem inspiração
ar amarelo então
beijarei as costas das mãos.
sábado, 28 de junho de 2008
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