sexta-feira, 27 de junho de 2008

A POESIA EM SI

vejo os picos altos tocando o meu nariz
vestígios dos pêlos de lhamas
a quase ausência de oxigênio nas fendas
com suas múmias atarracadas escondidas...
e há fragmentos de Neruda no ar
intoxicando até o sangue de dentro do coração
rodopiando a alma feito catavento
junto a naúsea da altitude
e o branco da neve
e a dor em todos os poros...
que não passa
que não passa nunca
que não quer passar
e o analgésico em pílulas de versos...
vomito outra poesia colorida
que é somente outro vestígio do meu amor por você
que é a vida que vivo por você
e ainda assim...nada passa
nada desaparece
nada reage...
morre o ar em mim
morre a vida ao redor
mas não morre o último verso pra você dentro de mim.

Um comentário:

Cissa de Oliveira disse...

Parabéns Beto!

gosto da sua poesia toda nova de influências. Não sei se faz tempo que escreve mas gosto muito do que sinto nela.

Beijos,

Cissa de Oliveira